
Terça-feira, Novembro 03, 2009
Entrevista a João Maurílio Basílio

Primeiro Manual em 100 Anos

Domingo, Julho 26, 2009
Entrevista a João Paulo Janeiro

Domingo, Junho 07, 2009
Teatro São Carlos - DON GIOVANNI - Récita de 1 de Junho
Numa ópera tão conhecida e representada como D. Giovanni é de esperar que a encenação inove e que procure adaptar a acção a uma ideia estética central contemporânea, a qual transmita a visão do encenador sobre esta ópera. Neste contexto, compreende-se naturalmente as muitas transformações poéticas e humorísticas levadas a cabo pela encenadora Maria Emília Correia, as quais resultaram melhor de uma perspectiva de dinâmica da acção do que propriamente num enriquecimento de perspectiva sobre Don Giovanni. Em suma, acertou na criação de um bom ritmo de desenvolvimento da acção. Correu pior na criação de uma nova leitura enriquecedora desta ópera.Entre os cantores, houve uma grande desigualdade de performances. Nicola Ulivieri (Don Giovanni) esteve à altura do papel. Muito seguro como actor, quer nas partes humorísticas, quer nas sérias, demonstrou também na parte musical estar num excelente momento de forma. Kevin Short (Leporello), apesar de ser um excelente cantor, parece não se ter adaptado tão bem no plano vocal a este papel. Esteve melhor como actor do que como cantor. A soprano portuguesa Carla Caramujo (Donna Anna) esteve também a um excelente nível, demonstrando ter um timbre lindíssimo e uma voz forte.
Bastante pior esteve Katharina von Bülow (Donna Elvira) que foi um erro de casting completo. A mezzo-soprano está longe de se adaptar ao papel de Donna Elvira. Foi um autêntico fracasso nos saltos para os agudos, tendo arruinado os brilhantes trios e quartetos em que participou. Finalmente, destaca-se ainda Musa Nkuna (Don Ottavio) – muito bom cantor, apesar de em certos momentos ter denotado um pequeno problema na voz que lhe impossibilitou maior clareza no timbre e uma afinação mais cuidada – e a soprano Chelsey Schill, que desta vez esteve bem no papel interpretado.
Sexta-feira, Maio 29, 2009
Entrevista a José Sainz-Trueva

José Manuel de Sainz-Trueva é uma das mais destacadas personalidades da cultura madeirense, tendo realizado um trabalho importante em áreas diversificadas como a investigação de temas históricos madeirenses, a defesa e classificação do património cultural regional, a criação literária (principalmente no campo da poesia) e a divulgação cultural em vários jornais e revistas. Desde 2001, ocupa o cargo de director do Museu de Arte Contemporânea (MAC), espaço que possui uma vasta colecção de arte contemporânea portuguesa desde os anos 60 até hoje.
Tendo em consideração que os Museus são cada vez mais espaços de acção pedagógica essenciais na promoção das artes, o JEEA decidiu entrevistar o director do MAC para saber a sua opinião sobre: (1) a missão do MAC no contexto actual (2); os efeitos benéficos da acção do Serviço Educativo do MAC (3); Os principais desafios colocados aos intervenientes da educação artística nas próximas décadas.
Jornal Electrónico de Educação e Artes: Qual a missão actual do Museu de Arte Contemporânea na Madeira?
José Sainz-Trueva: O Museu de Arte Contemporânea do Funchal, encontra-se, desde 1992, instalado na histórica Fortaleza de São Tiago, imóvel classificado da RAM, reunindo uma colecção de arte portuguesa dos anos sessenta até hoje, abrangendo nomes de referência absoluta da arte contemporânea, como, Lourdes Castro, Joaquim Rodrigo, Fernando Calhau, Vieira da Silva, Rui Chafes, Pedro Calapez, etc., na qual se inclui também um núcleo de artistas madeirenses. Aspectos vectoriais desta instituição, são a conservação, estudo e divulgação deste acervo, tendo ainda por missão um variado leque de acções que visam a divulgação e valorização da produção artística madeirense contemporânea, e ainda dar continuidade ao enriquecimento da colecção com futuras aquisições.
JEEA: Tendo em consideração a experiência adquirida pelo Serviço Educativo do MAC, quais foram as grandes vantagens da introdução deste género de actividades nos museus?
JS-T: A criação do Serviço Educativo nos museus foi um passo em frente na constituição de um vínculo mais alargado e qualitativo com o seu público diferenciado, permitindo estabelecer relações priviligiadas com as escolas da RAM, que tem sido o fulcro da nossa atenção e objectivo, pela razão de que, sendo mais jovens, estão em condições ideais para receber e trabalhar informação numa área considerada mais sensível como é a arte contemporânea, e,por tal facto, pretendemos junto dessas camadas desmistificar a barreira entre a arte e os seus potênciais fruidores. Resumindo, o MAC tem como objectivos alargados dinamizar o espaço museológico numa vertente, podagógico/didáctica; proporcionar uma maior aproximação entre o público e as linguagens artísticas contemporâneas; sensibilizar para os valores patrimoniais, culturais e estéticos.
JEEA: Vivemos numa época de fortes mudanças sociais, que inevitavelmente influenciam a área da educação. No estado actual do ensino, que desafios se colocam aos intervenientes da educação artística nas próximas décadas?
JS-T: Naturalmente que não cabe aos museus e aos seus directos agentes, exclusivamente a divulgação, ensino e sensibilização para os aspectos da arte em geral, como factor determinante para a formação da personalidade e do carácter intelectual de cada ser humano. O futuro de cada um de nós, no tempo que se avizinha, é um permanente desafio face às novas descobertas e avanços da ciência e da técnica, à vertiginosa evolução do conceito de arte e ainda no referente aos meios e instrumentos da sua concretização. Só uma permanente acção articulada a começar no próprio ambiente familiar de cada um de nós, passando pelos vários graus de ensino até à própria vida pública, poderá atingir objectivos, no campo da ética e da estética, que nos valorize e enriqueça.
Claro que os museus devem assumir um discurso crítico e uma participação social activa que lhes confira um papel fundamental na divulgação cultural e na promoção da cidadania, nos dias de hoje.
Terça-feira, Abril 28, 2009
CD da 28.ª edição do Festival da Canção Infantil da Madeira
Já se encontra à venda o CD da 28.ª edição do Festival da Canção Infantil da Madeira. Tal como nos últimos anos, a Secretaria Regional de Educação e Cultura, através da Direcção Regional de Educação, foi a entidade governamental responsável por este evento, tendo o tema deste ano – a Astronomia – sido escolhido com base nas comemorações do Ano Internacional da Astronomia, que se realizam em 2009. A produção deste evento esteve a cargo do Gabinete Coordenador de Educação Artística (GCEA).O CD contém catorze canções as quais são interpretadas por crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 10 anos, oriundas dos Municípios do Funchal, Machico, Santa Cruz, Câmara de Lobos, Ribeira Brava e Santana e Porto Moniz. Estas crianças solistas foram este ano escolhidas através de um longo processo de selecção que incluiu um júri especializado em canto, tendo os professores de expressão musical e dramática das escolas do 1.º ciclo indicado os nomes dos seus melhores alunos para concorrerem ao Festival.
Quanto às canções, como habitualmente rondam os temas do imaginário infantil. Assim, desde o sonho de ser astronauta, passando por músicas dedicadas a animais como a borboleta ou o castor, até ao mundo dos brinquedos, são muitos os temas infantis abordados e que servem para povoar a imaginação das crianças. Além das catorze canções que concorreram ao festival, o CD conta ainda com o Medley das Canções participantes no Festival 2008. Por sua vez, as orquestrações e a gravação das vozes solistas, bem como do coro, foram realizadas no “Estúdio Paulo Ferraz”.
Finalmente, convém salientar que o Festival da Canção Infantil da Madeira é actualmente o evento do género com maior projecção internacional em Portugal, sendo transmito não só pela RTP/Madeira como também pela RTP/Internacional.
Para comprar este CD clique aqui.
Sábado, Abril 11, 2009
Entrevista a Rui Massena
Rui Massena é o Maestro Titular e o Director Artístico da Orquestra Clássica da Madeira (OCM), funções que ocupa desde o ano 2000. Na liderança da OCM, tem realizado um trabalho original no plano nacional tendo conseguido levar a orquestra clássica a públicos mais abrangentes, principalmente através de fusões sinfónicas – orquestradas por si – com estrelas portuguesas da música Pop, World Music e do Jazz, tais como Rui Veloso, Mariza, Mário Laginha, Bernardo Sassetti, Da Weasel, entre outros. Tendo em consideração os recentes sucessos alcançados na difusão dos instrumentos da orquestra a novos públicos, procurou-se saber a opinião do Maestro Rui Massena sobre: (1) o papel da OCM na Região Autónoma da Madeira (2); os efeitos benéficos das fusões sinfónicas realizadas pela OCM (3) Os principais desafios colocados aos intervenientes da educação artística nas próximas décadas.PE: Numa época em que há quem apelide as Orquestras Sinfónicas de Museus da Música Clássica, as fusões sinfónicas da OCM contradizem um pouco essa imagem. Quais os efeitos benéficos que pretende alcançar com esta sua linha de actuação?
Terça-feira, Março 03, 2009
Um Século de Música Sacra na Madeira
A Secretaria Regional de Educação e Cultura, através da Direcção Regional dos Assuntos Culturais, publicou uma edição intitulada 'Um Século de Música Sacra na Madeira', uma antologia exaustiva da música religiosa cantada nas Igrejas da Madeira desde o último quartel do século XIX até ao final do século XX. A obra é da autoria do Dr. João Arnaldo Rufino da Silva, o principal especialista sobre música sacra madeirense do século XX, que tem realizado vários artigos sobre este tema em publicações diversificadas.